O Tribunal Superior
do Trabalho apresenta hoje (17), a todos os presidentes e corregedores dos
Tribunais Regionais do Trabalho, o Sistema de Gerenciamento de Informações
Administrativas e Judiciárias da Justiça do Trabalho, ou “e-Gestão”. Concebido a
partir de necessidades constatadas nas atividades da Corregedoria-Geral, o
sistema servirá como ferramenta de gerenciamento e planejamento, além de
conferir extraordinária transparência a todas as atividades da Justiça do
Trabalho. A apresentação será às 16h, por meio de videoconferência, com a
participação, no TST, do ministro presidente, Rider Nogueira de Brito, e do
corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro João Oreste Dalazen,
idealizador do sistema.
A proposta do e-Gestão é proporcionar ao TST, à Corregedoria-Geral, aos TRTs, às
Corregedorias Regionais e aos magistrados em geral o acesso a informações
atualizadas (com defasagem de apenas um dia) sobre a estrutura administrativa e
da atividade judicante de primeiro e segundo graus. Externamente, qualquer
interessado terá acesso, pela Internet, às informações relativas às Varas do
Trabalho e TRTs, como o ranking</> de produtividade dos juízes, os indicadores
de desempenho de cada unidade (carga de trabalho, prazo médio para solução de
processos e taxa de congestionamento, por exemplo) e os temas mais discutidos
nos processos.
A ferramenta foi desenvolvida pela Secretaria de Tecnologia da Informação do TST,
em parceria com técnicos de TI dos TRTs da 2ª (SP), da 4ª (RS), da 5ª (BA) e da
9ª (PR) Regiões a pedido do corregedor-geral. Uma das suas motivações foi a
dificuldade na preparação das correições, decorrentes da falta de aplicativos
específicos de apoio à função correicional – na qual se verificam diversos
aspectos da regularidade do funcionamento dos TRTs. As estatísticas, muitas
vezes confeccionadas de forma artesanal e manual, nem sempre eram
suficientemente consistentes, e não havia a possibilidade de desdobramento
rápido dos dados em relatórios específicos, ou de conjugação de diversos dados
num só relatório que permitisse, por exemplo, comparar a produtividade de
juízes, Varas e Tribunais em relação ao volume de processos, número de
servidores e outras variáveis.
A disponibilidade desses dados e a facilidade de combiná-los de diversas formas
serão de grande utilidade para o planejamento estratégico da Justiça do
Trabalho. Com as informações, será possível dimensionar melhor as unidades da
Justiça do Trabalho – estabelecendo relações entre a demanda processual e a
estrutura administrativa e de pessoal-, diagnosticar pontos problemáticos na
função jurisdicional e, a partir daí, facilitar a tomada de decisões. A idéia é,
a partir de um quadro bem definido do presente, tomar decisões que produzam os
impactos desejados no futuro.
(Carmem Feijó)
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