15:37  -  23/09/2008

RGPS: Previdência mantém queda na necessidade de financiamento

Arrecadação líquida é a segunda maior da série histórica desde 1995

Da Redação (Brasília) – A previdência social voltou a registrar queda na necessidade de financiamento do regime geral. O percentual foi 13,7% menor, se considerados os valores acumulados de janeiro a agosto deste ano, em relação ao mesmo período de 2007. Nos oito primeiros meses de 2008, a necessidade de financiamento acumulada chegou a R$ 24,9 bilhões, o que representa R$ 4 bilhões a menos do que os R$ 28,9 bilhões do mesmo período de 2007.

A queda na necessidade de financiamento é ainda maior se os cálculos excluírem a despesa de R$ 1,4 bilhão feita excepcionalmente no mês de agosto, com o pagamento da antecipação de metade do 13º salário dos benefícios previdenciários de até um salário mínimo. Nessa situação, o valor acumulado nos oito primeiros meses de 2008 atingiu R$ 23,5 bilhões, R$ 5,4 bilhões a menos do que o acumulado no mesmo período do ano passado – redução de 18,5% na necessidade de financiamento.

Os dados foram destacados pelo ministro da Previdência Social, José Pimentel, nesta terça-feira (23), durante anúncio do Resultado do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) de agosto. Pimentel afirmou que os números só vêm confirmando o viés de baixa apontado por ele desde que assumiu o ministério.

Com os novos dados, o ministro voltou a afirmar que a necessidade de financiamento da previdência poderá fechar 2008 com valor próximo de R$ 38 bilhões, e não de R$ 44 bilhões, como foi previsto no orçamento. Para Pimentel, três fatores impactam positivamente sobre as contas da previdência: o aumento da formalização do mercado de trabalho; o ganho real dos salários, resultante do crescimento econômico; e a adoção de medidas de gestão internas mais eficientes pelo ministério, que reduzem as despesas e estimulam o aumento do número de contribuintes.

Dados mensais - Os dados do RGPS do mês de agosto mostram que a arrecadação líquida registrada foi a segunda maior, se considerada a série histórica desde 1995. A receita foi de R$ 13,2 bilhões, valor 5,4% maior que a arrecadação registrada em agosto de 2007, de R$ 12,5 bilhões.

A despesa com benefícios chegou a R$ 17,3 bilhões, resultando numa necessidade de financiamento de R$ 4,1 bilhões, valor 86% maior do que os R$ 2,1 bilhões gastos em julho. O aumento das despesas, segundo o secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer, ocorreu em função da antecipação da primeira parcela do 13º salário.

Também foram apresentados dados excluindo o pagamento da metade do 13º. Neste caso, a despesa com benefícios ficou em R$ 15,9 bilhões, resultando numa necessidade de financiamento de R$ 2,7 bilhões.

Do total pago em benefícios previdenciários em agosto - sem levar em consideração a antecipação da parcela do 13º salário -, R$ 12,5 bilhões foram destinados a benefícios de segurados urbanos e R$ 3,2 bilhões aos de trabalhadores rurais.

Acumulado - De janeiro a agosto de 2008, a arrecadação líquida atingiu o montante de R$ 102 bilhões, o que corresponde a um aumento de 9,6% em relação aos R$ 93 bilhões arrecadados no mesmo período de 2007.

As despesas, por sua vez, chegaram a R$ 126,9 bilhões, um aumento de 4,1% em relação ao mesmo período de 2007, quando a previdência gastou R$ 121,9 bilhões.

Superávit – O ministro José Pimentel também destacou o superávit de R$ 181 milhões registrado no setor urbano, no mês de agosto, se forem excluídas as despesas com o 13º salário. “Embora menor que outros valores já registrados, o superávit deste mês é uma tendência que deve se manter”, destacou.

Informações para a Imprensa
Simone Telles e Pedro Arruda
(61) 3317-5113
ACS/MPS

Fonte: Rádio Previdência:

http://www.previdencia.gov.br/agprev/agprev_mostraNoticia.asp?Id=31581&ATVD=1&DN1=23/09/2008&H1=15:37&xBotao=0