30/12/2008 - 08h11
Envolvido no assalto ao Banco Central continuará preso
O comerciante Luiz Eduardo Moura
Mota, acusado de participação no esquema de lavagem do dinheiro furtado do
Banco Central em Fortaleza – foram levados R$ 164,8 milhões da caixa-forte do
banco –, continuará preso. O presidente em exercício do Superior Tribunal de
Justiça (STJ), ministro Ari Pargendler, negou o pedido de liminar em
habeas-corpus do comerciante, que está preso preventivamente, desde junho de
2008.
Com base no acórdão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), o
ministro concluiu que a prisão cautelar foi devidamente fundamentada na
garantia da ordem pública e na conveniência da instrução criminal. A defesa
alegou inexistência dos pressupostos autorizadores da prisão preventiva
contidos no artigo 312 do Código de Processo Penal.
Segundo o acórdão recorrido, a gravidade da infração, a existência do crime,
os indícios de autoria e a repercussão social são suficientes para a
manutenção da prisão preventiva em nome da garantia da ordem pública.
O TRF5 também entendeu que a soltura do comerciante seria uma decisão
temerária e precipitada, já que ainda não foram identificados todos os
envolvidos no assalto e grande parte da importância furtada ainda não foi
recuperada.
Coordenadoria de Editoria e Imprensa
Fonte: STJ:
http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&tmp.texto=90484